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Monday, April 21

Durante a Chuva


"Chuva Fraca, Chuva Chata, chuva intensa, chuva que nos prende em casa, ar humedecido, pingos minúsculos, pingos grossos, chuva torrencial, piso molhado, carros devagar, vidros embaciados, chapéus virados, jardim transformado num lago, bancos de praça encharcados e por fim chuva.". Na Colorida Galeria de Arte, na rua da costa do castelo, é assim que é retratada a chuva, não através de palavras que descrevem todos os momentos dotados de uma beleza simplista mas de imagens, fotografias que nos mostram aquilo que já todos conhecemos mas que nos demonstra um novo olhar sobre o que acontece Durante a Chuva. A autoria desta exposição recai sobre dois nomes, Bárbara Piuma e Leandro Charles. Os dois argentinos mostram-nos assim um conceito inovador centrado numa visão real, silenciosa mas ao mesmo tempo "ensurcedora".



A exposição estará aberta até 10 de Maio, de terça a sábado, das 13h30 às 19h na Colorida Galeria de Arte.

Sunday, February 24

Pop Art

Proveniente principalmente da América e da Grã Bretanha, a designação Pop Art surgiu pela primeira vez no ano de 1954 por Lawrence Alloway para designar os produtos de cultura popular da civilização ocidental. No entanto, é apenas no final da década de 50 que se começa a insurgir enquanto movimento artístico. Proveniente do Dadaísmo (Marchel Duchamp), Pop Art é o primeiro de uma lista de vários movimentos artísticos pertencentes à Arte contemporânea e tem como principais artistas Robert Rauschenberg, Roy Lichtenstein e Andy Warhol.
No que concerne ao seu aparecimento, este dá-se por intermédio de artistas que ao estudarem os símbolos e os produtos publicitados nos Estados Unidos começaram a transformá-los e a utilizá-los enquanto temática nas suas obras. Desta forma, os elementos iconográficos constituintes da Pop Art provinham essencialmente da televisão, da fotografia, da banda desenhada, do cinema e da Publicidade. Entre os materiais principais utilizados neste movimento encontram-se tinta acrílica, poliéster, latex, e todos os demais produtos capazes de produzir cores intensas, brilhantes e vibrantes. No que concerne às suas grandes proporções estas ajudavam os seus autores a transformar o Real em Hiper-Real.
Intitulada muitas vezes de vazia, desinteressante e vulgar, na verdade escondia em si um intenso sentido crítico a todo o ambiente e cultura que se começava a instalar na sociedade, a crescente necessidade de consumo, a abundância e a massificação dos produtos são algumas dessas críticas que a ajudaram a compor. Caracterizada por ser uma forma de arte ostentadora e de grande influência no quotidiano desta segunda metade do século, em parte devido à fundamentação dos seus elementos base, a Pop Art
marcou assim o regresso à chamada arte figurativa por oposição à arte abstracta (expressionismo) que se vinha a instalar desde os finais da segunda guerra mundial.





















Autores das obras apresentadas (de cima para baixo):
1 - Roy Lichtenstein;
2 - Andy Warholl;
3 - Robert Rauschenberg;

Sunday, December 9

Paranormal



"Paranormal,
termo empregue para descrever as proposições de uma grande variedade de fenómenos anómalos ou estranhos ao conhecimento científico."

Joaquim Monchique e Paranormal prometem duas horas de puro entretenimento num ambiente algo transcendental. Uma sessão espírita, um líder transcendental, 15 encarnações, envolvimento com o público através de criticas e piadas culturais, são os ingredientes mágicos para esta poção.
Sendo apenas um actor em palco, Monchique consegue manter não só verdadeiros diálogos entre as personagens que vão ocupando "a sua linha" mas atrair e prender a atenção do público. Uma peça não apenas sobre o sobrenatural mas também sobre o desconhecido, não o desconhecido acerca de uma vida, de um mundo ou de um olhar, mas aquele desconhecido personificado em alguém que todos procuramos nalgum lugar. Alguém que conhecemos outrora e que nos faz percorrer o caminho da saudade, alguém que pensámos conhecer mas que afinal nunca conhecemos, alguém que desapareceu, alguém foi embora sem dizer porquê, alguém que nos faz sentir mais do que vivos, alguém real ou ideal por que procuramos sem conseguir encontrar, alguém por quem esperamos, alguém...simplesmente alguém que ao ser procurado e desejado ganha asas e deixa de ser "simplesmente" alguém.
E para quem não gosta ou não simpatiza com Joaquim Monchique aqui está uma boa oportunidade para mudar de ideias, caso não seja esse o caso pelo menos fica a conhecer uma nova faceta de um talentoso actor e um texto em que vale a pena pensar, não nos diálogos banais mas no que se encontra escondido nas suas mensagens, uma peça que poderia ter cheiro a revista.


Algumas personagens:
Pai adamastor
Conceição;
Albano;
Edu, o homem do bigode;
Odete;
Ilda;
O preto assaltante;
Maria Clara;
La cucaracha;
Joaquim Monchique;
O tarado da sex line;

Texto Original de:
Miguel Falabella

Teatro:
Mundial

Wednesday, September 19

Nadir Afonso

Nascido no século XX, Nadir Afonso é um arquitecto que posteriormente ao término do seu curso estudou pintura na École des Beaux-Arts em Paris. Após ter sentido uma inaptidão social para o seu primeiro curso, apartir de 1965, Nadir dedicou-se de forma exclusiva à criação da sua própria arte e obra através da pintura. É assim que surge a obra deste rico autor que através da sua visão arquitectural dos vários locais e monumentos que para si são espelho desta ou daquela cidade, com a ajuda de formas algo geométricas e traços que parecem provir de uma simples caneta de gel, constrói a sua visão alegre e colorida de um mundo com muito para viajar, ver, conhecer, acreditar e sonhar.

Outro Tipo de Obras deste Autor:








Au Jardin Celeste Girofle













Ciclades













Criselefantinas










Site oficial: http://www.nadirafonso.com/

Tuesday, June 26

Museu Berardo - Culture For Life

"A ideia é que o museu e o seu público vão construindo um percurso conjunto através da história da arte no século XX: "
(Jean-François Chougnet)


O museu: MuseuBerardo.com

A colecção:BerardoModern.com

BerardoCollection.com

O coleccionador: Joe_Berardo



Ontem, dia 25 de Junho passados 9 anos da abertura, em 1999, do primeiro museu de arte contemporânea, Serralves, a abrir em Portugal, surge o segundo, o Museu Colecção Berardo de Arte Moderna e Contemporânea, desta vez localizado na zona de Lisboa, mais propriamente no CCB, Centro Cultural de Belém. Nos cerca de 8 mil metros quadrados de dimensão, encontram.se nesta exposição, que irá ter lugar até ao dia 17 de Novembro, podem encontrar.se 245 das 863 obras da colecção Berardo distríbuidas, por movimento artítico, ao longo de sete núcleos:


- Surrealismo: aquele que é o maior espaço inferior encontra.se submetido a este
movimento. Aqui podem encontrar.se obras de Picasso, Miró, Arshile Gorky entre outros;
- Minimalismos, com pinturas e esculturas compostas por poucos elementos visuais criando uma envolvência com o espectador inesperada, neste núcleo encontram.se obras de Donald Jud, Dan Flavin entre outros;
- Autonomia, espaço especialmente direccionado para outra arte, a fotografia, sendo esta
feita apenas por mulheres, Nan Goldin, Cindy Sherman e a portuguesa Helena Almeida;
- Figura Reinventada, mais uma vez dedicado à pintura com especial destaque para a
existência da figuração neste tipo de arte do século XX, e na qual figuram nomes de artistas como Bacon, Balthus e a também muito conhecida Paula Rego; por úlimo
- O Poder da Cor, espaço alegre e vivo, embora dotado de dimensões menores, no qual a cor é sem dúvida senhora e rainha do ambiente. Aqui encontram.se expostos alguns trabalhos de artistas como Piet Mondrian ou Pedro Cabrita Reis;
- A Arte Pop, espaço amplo, necessário até devido às dimensões das obras, em que mais uma vez se fazem sobressair as cores fortes. Podem aqui ser encontrados exemplos da pop arte de Andy Warhol.
- Re-Take, neste último núcleo, é celebrada, por meio de fotógrafos contemporâneos, uma forte ligação à utilização da memória, temática em muito responsável pelo forte apelo aos sentimentos e vivências de cada um dos visitantes. Boltanski e Jorge Molder são os autores dos trabalhos expostos neste espaço.

Com uma localização estratégica e sem dúvida bastante bem pensada, com um espaço amplo de visual simples e limpo mas ainda assim bastante bem aproveitado, com uma divisão das obras através dos diferentes movimentos artíticos bastante bem conseguida, com um sistema de inauguração que compreende as necessidades bem como o modo de pensar e agir do público português, o Museu que até 2016 servirá de casa à totalidade das peças da colecção Berardo, pode ser considerado não só como um passo para mudanças futuras no que concerne aos hábitos culturais e de cultura dos portugueses mas principalmente como uma oportunidade única de visionar de perto grandes obras intemporais e grandes nomes da arte dos séculos XX e XXI.
É desde já considerado nota 5, nem que seja apenas pela iniciativa!



IamsCruelty