Tuesday, May 27

Zero - "Quem é que tu pensas que és?"


ZERO*
“Quem é que tu pensas que és?”
Sempre que eu ouço essa pergunta tremo nas bases.
“Quem é que tu pensas que és?”
Nunca sei se a pergunta é a sério ou uma mera figura de
retórica.
“Quem é que tu pensas que és?”
Na dúvida, minto. Digo que penso que sou o que não sou.
E depois passo a ser.
É por isso que já fui mergulhador nas Antilhas, mensageiro
na Índia, piloto da Nasa.
Já fui serial killer em Detroit, pop star na Cochinchina, bombeiro,
chulo, Bispo de Braga.
Já fui diplomata depois de uma crise matrimonial com uma
dona de bar no Arkansas.
Fiz carreira, cheguei a cônsul na Jamaica.
Mas, um dia, numa discussão de trânsito, alguém me
perguntou quem eu pensava que era e passei a ser
investigador científico renomado.
Estava a pesquisar uma misteriosa virose que atacava uma
minoria étnica, quando o meu irritadiço chefe me obrigou a
dizer que eu era um palhaço.
Desde então segui a vida num circo, onde as crianças vinham
rir das minhas piadas.
Viajei meio mundo, fui à Rússia, ao Ceilão, à ex-Jugoslávia.
Casei com a mulher barbada e tive três filhos: um trapezista,
um mágico e um anão.
Mais uns anos de trabalho e conseguiria dinheiro para comprar
a minha própria tenda.
Até que um dia, o domador, numa inexplicável crise de ciúmes
pelo leão, fez-me a pergunta fatídica: “Quem é que tu pensas
que és?”
E então eu respondi que era apenas um publicitário com
pouco menos de quarenta anos, cliente especial de uns dois
ou três bancos, que adora filmes, livros, i-pods e coisas
moderninhas, que não sabe se acredita em Deus, mas que
tem a certeza que Deus acredita nele, que tem poucos amigos
reais e muitos imaginários, que tem medo de chegar ao fim
da vida sem ter feito nada que valha realmente a pena
esquecer, que tem a mania de que é uma daquelas pessoas
sensíveis que a gente encontra nos bares ou naquelas festas
de casamento em que não conhecemos os noivos e que
costuma dizer que o mundo é duro, injusto e cruel, enquanto
pede mais um gin tónico com um ar superior, o tipo de gente
que não dá para confiar, pois ao mais pequeno descuido
apanha a sua alma, arranca-lhe os olhos, e aproveita-se dela
para escrever um conto sem lhe pagar mil contos.
E, o pior, é que dessa vez tenho a impressão de que eu disse
a verdade"



* Edson Athaíde in "O Endireita"

Tuesday, May 13

Não está esquecido

Olá olá
Sei que há já algum tempo que não trago novidades da PETA, não é que me tenha esquecido mas na realidade todas as informações que ultimamente têm chegado até mim referem-se a donativos que são necessários para esta ou aquela campanha. Não as desprezando em detrimento das outras campanhas, porque sei que são igualmente importantes e necesssárias, não penso que tenham a mesma adesão por parte dos leitores deste pequeno blog. Fica no entanto aqui prometido que assim que souber de algo irei colocar aqui para que também vocês possam contribuir e ajudar os vários animais que são maltratados por quem não tem o menor respeito por eles. Afinal a PETA não pára na defesa dos animais e ainda bem que no mundo existe algo ou alguém que seja assim!
De qualquer forma, aqui fica o site se quiserem visitar e conhecer melhor: www.peta.org/

Wednesday, April 23

“' É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver. '”




Margarida Rebelo Pinto in Diário da Tua Ausência

Monday, April 21

Durante a Chuva


"Chuva Fraca, Chuva Chata, chuva intensa, chuva que nos prende em casa, ar humedecido, pingos minúsculos, pingos grossos, chuva torrencial, piso molhado, carros devagar, vidros embaciados, chapéus virados, jardim transformado num lago, bancos de praça encharcados e por fim chuva.". Na Colorida Galeria de Arte, na rua da costa do castelo, é assim que é retratada a chuva, não através de palavras que descrevem todos os momentos dotados de uma beleza simplista mas de imagens, fotografias que nos mostram aquilo que já todos conhecemos mas que nos demonstra um novo olhar sobre o que acontece Durante a Chuva. A autoria desta exposição recai sobre dois nomes, Bárbara Piuma e Leandro Charles. Os dois argentinos mostram-nos assim um conceito inovador centrado numa visão real, silenciosa mas ao mesmo tempo "ensurcedora".



A exposição estará aberta até 10 de Maio, de terça a sábado, das 13h30 às 19h na Colorida Galeria de Arte.

Sunday, April 6

Garrafa Coca-Cola




Este texto vai começar de forma diferente, vai começar com um desafio lançado, uma pergunta à qual talvez já saibam de cor a resposta... Imaginem um qualquer corredor de refrigerantes de um supermercado, daqueles que parecem não ter fim e cujas prateleiras se enchem com os mais variados formatos e cores que nos seduzem o olhar... imaginem que nessa imensa variedade de bebidas ali expostas não existem rótulos, não existem marcas, não existem preços, não existem quaisquer outras referências... apenas as cores e as formas. Será que mesmo assim conseguem distinguir uma garrafa de vidro de Coca Cola??
Na minha opinião, todos seriamos capazes de o fazer... afinal crescemos com aquela ideia, aquela imagem, aquele conceito da pequena garrafa de vidro de base meio lapidada e desenhada pelas formas que se adequam à nossa mão!
A Coca Cola é sem dúvida uma das marcas mais conhecidas, líder no top of mind dos refrigerantes, e uma das mais consumidas a nível mundial. Presente no mercado desde 1886,desde o incicio que marcou a sua presença não só pelo sabor e caracteristicas inovadores inerentes ao produto mas também pelo design da sua garrafa que tão bem a define. E quem pensa que a garrafa que envolve o mítico liquido não sofreu muitas alterações ao longo dos tempos que se engane redondamente e veja tanto a primeira garrafa como a sua evolução...
E só a titulo de curiosidade descobri que até serem inventadas as caricas em 1982 foram realizadas cerca de 1500 experiências em rolhas e tampas...

Monday, March 31

U2 3D



http://www.u23dmovie.com/




Uma das maiores e melhores bandas da actualidade apresentou-se esta semana, nos cinemas Portugueses, num conceito completamente inovador. U2, assim se chama a banda nascida nos anos 70, chegam assim a todo o mundo num formato 3D, ou pelo menos a todas as salas equipadas com esta tecnologia. Durante os seus 85 minutos de duração, Bono, The Edge, Adam Clayton e o baterista Larry Mullen Jr. desfilam um sem fim de músicas, entre as quais Sunday Bloody Sunday, Vertigo, One, With or Without You, Miss Sarajevo, Love and Peace e Where the Streets Have No Name, de forma absolutamente fascinante e capaz de contagiar o menor dos fãs da banda. Isto claro nunca esquecendo, até porque fazem questão de nos lembrar, que a sonoridade "rocker" a que já nos habituaram e as letras por demais explícitas dos seus ideais não vêm só e por isso mesmo mostram também aqui a sua activa vertente social e politica que os acompanha onde quer que vão, afinal U2 não é só rock, não é só letras, não é só música, não é só imagem... Mas deixando de parte aquilo que constitui parte da sua essência e regressando ao que nos é apresentado em U2 3D, desde o início, marcado pelos primeiros acordes de Vertigo e pelo som da voz de Bono a lançar o mote com "uno, dos, tres... catorce", que o nosso pé começa automaticamente a agitar-se de forma compassada ao ritmo da música só parando no final, muito depois dos créditos e do regresso inesperado ao palco com yahweh. À saída tanto a música como toda a experiência acabada de viver, essas teimam em ficar presentes na nossa cabeça, afinal não é todos os dias que se assiste confortavelmente ao concerto, no melhor lugar de todos e com Bono e The Edge à nossa frente, literalmente a um palmo de distância. O som é fantástico, o sistema de luzes é brilhante, o cenário é grandioso e o seu enquadramento bastante original, os efeitos, a chama que se acende no centro da plataforma (até pelo momento em que tal acontece), são surpreendentes, o vocalista, mais uma vez Bono, soube utilizar e aproveitar bem o 3D proporcionando momentos de autêntica proximidade e intimidade com o espectador, também com a ajuda da alteração no registo da sonoridade do momento, afinal gira tudo em volta de quatro palavrinhas mágicas See, Hear, Feel, Experience, todas elas centradas em nós, o consumidor... peço desculpa o espectador! Em suma, e no meio de tanta grandiosidade demonstrada e experienciada, a única coisa que deixa a desejar neste "concerto" é a necessidade de auto-controlo para não nos levantarmos do assento, agitar o corpo e entoar todas as músicas "alto e a bom som", é que para os mais distraídos ou até entusiastas aqui fica o aviso, na realidade continuamos a estar na sala de cinema em frente a um ecrã!


Set List do filme:



"Vertigo"

"Beautiful Day"

"New Year's Day"

"Sometimes You Can't Make It on Your Own"

"Love and Peace or Else"

"Sunday Bloody Sunday"

"Bullet the Blue Sky"

"Miss Sarajevo"

"Pride (In the Name of Love)"

"Where the Streets Have No Name"

"One"

"The Fly"

"With or Without You"

Bonus Track: "Yahweh"

Wednesday, March 26

As cores

As cores desempenham um papel importante no nosso quotidiano. Em cada momento há uma cor que sobressai, em cada lembrança existe uma cor que lhe fica associada... a cor do quarto quando acordamos de manhã, a cor do sol no verão, das nuvens no inverno, da camisola que alguem trazia vestida, de uma qualquer parede, de uma alegre fotografia, de um anúncio, a cor de uma empresa que se torna na sua imagem. Há cores com cheiro, cores que são leves ou pesadas, alegres ou monótonas, calmas ou agitadas e por que cada cor tem uma vida e um significado que está escondido aqui ficam algumas definições que encontrei:


Vermelho: simboliza a vida, energia, paixão, sangue, poder, perigo e proibição.

Amarelo: cor da luz e do calor, prosperidade e riqueza (ouro, tesouros), alegria (uma cor muito apreciada pelas crianças), também considerada a cor da doença (bílis, doenças do coração) e da mentira.

Verde: cor do destino, do dinheiro, do acaso e da esperança (esmeralda, o dólar - nota verde, panos de jogos de cartas e de casinos); cor da natureza, ecologia, higiene, saúde, frescura; cor da juventude, permissão, liberdade ("dar luz verde").

Branco: cor da pureza, virgindade, inocência; cor da higiene, limpeza, do frio; simplicidade, discrição, paz (bandeira branca), cor da sabedoria e da velhice (cabelos brancos); ausência de cor (fantasmas, grau zero da cor); cor do divino (anjos, paraíso).

Azul: cor preferida de mais de metade da população ocidental; cor do infinito, do sonho, do longínquo (céu, horizonte); cor da fidelidade, do frio, da água; cor real e aristocrática; cor do conhecimento e da paz (ONU, UNESCO).

Preto: cor da morte, do medo; negatividade, tristeza, solidão, melancolia (pensamentos negros, sombrios); cor da austeridade, renúncia; elegância, modernidade (vestido preto, gravata preta), cor da autoridade (árbitros de desporto, juízes)

Cor-de-laranja: esta cor combina a energia do vermelho e alegria do amarelo; está associada a criatividade, vitalidade, determinação, atracção, sucesso; por ser uma cor cítrica está associada a comida saudável e estimula o apetite.

Cor-de-rosa: simboliza poder, luxo e ambição; combina riqueza com extravagância; está associado a dignidade, independência, mistério e magia.

Cinzento: cor neutra, passiva.

IamsCruelty